SONHOS APRISIONADOS NOS VALES

Mais um ano estará terminando dentro de poucos dias, e um novo ano estará nascendo como o sol, dando início a um novo tempo. Tempo que pode ser de renovação e avaliação da vida. Tempo de sonhar de novo e abraçar novos desafios. Tempo de não mais desistir daquilo que tanto se almeja.

O ano que está terminando, pode não ter sido exatamente como foi planejado ou sonhado. Os infortúnios deste mundo podem ter trazido aquele sabor desagradável, que amargou o paladar, gerando tristezas, decepções e desânimos. Não entendemos todas as coisas que dão errado, nem tampouco, porque tem de ser assim. Mas Deus, que é o supremo piloto, sabe de todas as coisas.

É possível que as pessoas que estão terminando um ano frustrados, estejam sem grandes expectativas quanto ao novo que se aproxima.

Embora sejamos pessoas capacitadas, com tremenda inteligência, e um potencial sem igual para grandes realizações, os limites e amarras que moram na alma, impedem o fluir de todo o potencial que Deus conferiu a cada ser humano, individualmente. Este hóspede indesejável é, na verdade, um tipo de Serial Killer pronto para degolar. Ele Já vitimou muita gente boa. Sua sede é a de aniquilar suas vítimas sem que elas tenham qualquer chance de defesa.

Acredito que a grande maioria das pessoas desconhece todo o potencial que carregam dentro de si mesmas. Além disso, muitos vivem dando ouvidos às mentiras guardiãs que dominam suas mentes, escravizando o ser na masmorra da mediocridade. Mas o pior disso é aceitar os limites que este assassino impõe, estabelecendo uma convivência pacífica com este inimigo cruel, sagaz e matador.

Quando olho para o mar de pessoas agitadas e que correm pra lá e pra cá, como se estivessem hipnotizadas pelo frenesi desses dias agitados, vejo-os como se fizessem parte de um grande vale de ossos sequíssimos. Foi essa a visão que Deus deu para o profeta Ezequiel há muito tempo: “VEIO sobre mim a mão do SENHOR, e ele me fez sair no Espírito do SENHOR, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos”.

“E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos”. (Ezequiel 37: 1, 2)

Quanta morte exalava do vale… Quantos sonhos que jamais viram sua luz… Quantos amores ficaram abandonados pelo caminho, sem experimentarem o melhor que haveria de vir… Quantos consertos familiares que jamais foram feitos… Quantos resgates de filhos que nunca aconteceram… Quantas promessas que jamais foram cumpridas.

O vale de ossos secos real e perceptível em nossas almas, é um tipo de arapuca nesses dias modernos. Muita gente está presa nesses vales e sem expectativas de dias melhores. Não conseguem enxergar o que vem adiante, pois estão habitando uma depressão, que os impede de olhar e vislumbrar tempos melhores. Não conseguem ver a luz que está adiante, nem tampouco, sonhar com a liberdade mental, emocional e espiritual.

Mas sabe de uma coisa? O Deus que tanto nos ama, não nos esquece no vale dos ossos secos. E no que depender dEle, Ele entrará neste vale para resgatar todos aqueles que são Seus. Ele não se esquece de Seus valentes feridos no vale. Ele é perito em libertar e resgatar sonhos. Ele salva e liberta.

Existe uma pequena ilustração que nos ajuda a entender melhor sobre os limites impostos a nós. Em um circo, havia um lindo elefantinho. Para que pudessem prendê-lo, amarraram-no a uma pequena estaca de madeira. Por ser muito novinho e ainda com pouca força, ele não conseguia se soltar. Foram várias as tentativas para escapar de sua prisão e nenhuma delas deu resultado. Por causa dessa luta na tentativa de se soltar da estaca, ele se feria constantemente, até que se rendeu, sujeitando-se ao seu carrasco fictício. Porém, aquele elefantinho tornou-se um gigante poderoso. Sua força era descomunal. O problema é que sua mente foi condicionada a achar que a pequena estaca era invencível, quando, na verdade, não era. Mesmo depois de se tornar adulto e forte, continuava aceitando a falsa prisão, como se fosse verdadeira, absoluta e invencível. Isto é uma mentira guardiã, que aprisiona o ser dentro de limites.

Um bom exemplo dessas estacas são os sentimentos de incapacidades, que algemam as pessoas dentro de limites que lhes foi imposto. A partir daí, o vocabulário também fica contaminado e inclinado a proferir palavras pessimistas e desprovidas de fé.

É possível ser livre desses limites dominadores. Tudo o que eles querem, é que você não os ultrapasse. Mas saiba disso: o novo para sua vida pode estar logo depois da próxima fronteira.

O ano que está terminando já está ficando para trás. Em poucos dias, ele será apenas uma lembrança. Porém, o novo ano ainda terá de ser experimentado e vivido. Então, não aceite o vale que quer aprisioná-lo.

É tempo de renovar as esperanças e de crer que o melhor ainda está por vir.

Deus o abençoe!

Feliz e próspero Ano Novo!



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