Plano de Mobilidade Urbana

Plano de Mobilidade Urbana

Terminal urbano de ônibus, rede cicloviária e parklets estão entre as propostas do Plano de Mobilidade Urbana para Jaboticabal 
A Câmara Municipal de Jaboticabal recebeu na noite dessa quinta-feira (03/05) a terceira audiência pública para a criação do Plano de Mobilidade Urbana (Planmob) de Jaboticabal, promovida pela Prefeitura Municipal. Essa foi a última audiência sobre o assunto, que vem sendo discutido no Município desde o ano passado. Agora, a expectativa do secretário de Planejamento, Paulo Polachini, é de que o projeto de lei que cria o Planmob seja enviado pelo Poder Executivo nos próximos 30 dias para apreciação dos vereadores na Casa de Leis.

A especialista em planejamento de cidades, Mariane Delamare, da empresa Alto Uruguai, vencedora da licitação para elaborar o Planmob de Jaboticabal, apresentou o plano de ação, a concepção e a análise das propostas para a mobilidade urbana no município com base no diagnóstico e prognóstico, e na opinião pública colhida por pesquisas e colaboração de representantes da sociedade civil organizada.

“Nós completamos um ano e quatro meses de muitas reuniões, conselhos e audiências públicas. Temos bastante obras para serem feitas, e a gente entende que vai melhorar para população, e principalmente para o centro da cidade”, avaliou Polachini.

NA PRÁTICA – Entre as ações propostas no plano, está a construção de um terminal de ônibus urbano, na região do Mercado Municipal; a troca e sincronia dos semáforos na via central; a padronização e cobertura de pontos de ônibus; instalação de faixas de pedestre elevadas; a colocação temporária de vagas vivas, os chamados parklets, no lugar de uma vaga de estacionamento; a readequação e repintura das rampas e das faixas de pedestres, já que, segundo Mariane, “praticamente todas as rampas do centro não estão dentro da normativa da NBR 9050, que é o guia de acessibilidade. Às vezes até tem a rampa, mas a aba lateral não é adequada, não tem largura adequada, inclinação adequada”, alertou a especialista.

O estudo ainda aponta a organização de uma rede cicloviária. Em Jaboticabal foi mapeada 3,3 km de ciclovia, mas nenhuma delas está adequada. “Nenhuma está de acordo com o que é necessário para a segurança do ciclista, para a boa trafegabilidade. Também não foi encontrado paraciclos padronizados e disponíveis. Para isso, é necessário organizar uma rede cicloviária que se conecte, que passe pelo centro e conecte grandes equipamentos (postos de saúde, escolas, etc); implantação de paraciclos padronizados, programas culturais específicos para ciclismo. A proposta é se alcançar 27,16 km de ciclovias no prazo de 10 anos”, disse Mariane.

Há também no plano a sugestão de readequação de um terminal de embarque na Major Hilário; o fechamento aos domingos de um trecho de quadra na Benjamin Constant, entre a Barão do Rio Branco e a Rui Barbosa, das 8 às 18h, para permitir somente ciclistas, pedestres, atividades de lazer, além da cobertura dessa via; a criação de um guia de referência para construção de calçadas, para evitar o plantio de árvores que danificam o piso, e a colocação de materiais que inadequados, que podem ficar escorregadios com a chuva; entre outros.

As propostas podem ser implantadas na cidade a curto, médio e longo prazo, e deve ser constantemente avaliada e revista no máximo a cada 10 anos.

De acordo com Mariane, os produtos serão compilados em um produto final, em volume único, com todos os produtos apresentados ao longo dos levantamentos, para que a prefeitura reverta as propostas em uma minuta de lei para ser enviado à Casa Legislativa para se instituir a Política Municipal de Mobilidade Urbana de Jaboticabal.

Segundo o secretário, as ações iniciais do plano devem se concentrar no centro. “Alteração do trajeto do ônibus, mudança de semáforos, e principalmente, o terminal urbano, que vai lá para o mercado [municipal]. A gente já tem um projeto pronto, e com a capacidade do prefeito Hori de conseguir recursos, a gente entende que vai conseguir recursos para isso já nesses dois anos. Por isso a importância de se aprovar o projeto que vai chegar na Casa, para pleitearmos os recursos”, adiantou Polachini.

A íntegra da audiência pública está disponível na WEBTV da Câmara (tv.camarajaboticabal.sp.gov.br).

 

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