O amor

Casais devem ficar atentos à crise, senão o amor pode escorrer pelo ralo…

Após uns 15 anos de estabilidade, o Brasil vive uma grave crise política-econômica. Inflação altíssima, aumento de impostos abusivos, falta de perspectivas …”Incertezas como estas afetam o amor”? você poderia perguntar. Respondo. Dívidas, perda de emprego, diminuição do dinheiro no mercado, dólar subindo podem influir também nas relações amorosas. Se o casal é cúmplice e se dá bem vai enfrentar a crise, se ajudar e sobreviver. Se a relação já não está boa, com os problemas de dinheiro pode piorar. A viagem pretendida talvez não ocorra; os jantares fora, as compras de supérfluos e os passeios terão que diminuir. Os parceiros ficarão mais em casa. Para manter a vida amorosa saudável, será preciso criatividade.

Em momentos de crise, os problemas costumam potencializar-se. O casal ou um dos dois pode ficar mais irritado e até entrar em depressão, o que vai afetar sua vida amorosa e a sexualidade. Um homem que se sente impotente por não ganhar bem pode ficar impotente sexualmente, em especial se for cobrado ou se a mulher o acusar ou diminuí-lo. Então, é importante que o casal entenda o que ocorre para não começar a brigar por coisas pequenas. Talvez seja necessária uma boa conversa a respeito.

O mais importante nessas conversas é a confiança, porque se não confiam não vão ser sinceros. Se o casal não tem confiança em quentões de dinheiro não deveria ter se casado. O dinheiro ou a falta dele pode não ser o motivo manifesto, mas sim o motivo oculto das brigas e dos desentendimentos.

Se a mulher que queixa que não é convidada para jantares ou viagens, pode achar que o marido não é romântico, quando o motivo principal pode ser o de não saber lidar com  o dinheiro, e não  conversarem sobre isso. Um exemplo do que a mulher pode dizer ao marido preocupado. “Noto que você está mais irritado; acha que as dificuldades financeiras que estamos passando, nós e o País, podem estar te deixando assim? O que posso fazer para ajudar?” Ou o que ele poderia dizer à mulher: Sinto que está mais triste, sem interesse em transar. Como posso ajudá-la? Você está preocupada com as contas?”. Nessa situação, não é prudente que um culpe o outro por qualquer coisa que seja, só se for muito importante. O ideal é combinarem juntos como enfrentar a situação, como economizar. Sem acusações, tendo consciência de que estão mais nervosos por causa da crise, estão com medo de não conseguir pagar as prestações não por culpa do parceiro, mas sim pela situação do Brasil.

As crianças também podem participar de uma conversa sobre o assunto. Se já são maiores, podem dar sugestões de como economizar e se podem ajudar mais tarefas da casa e dispensarem a empregada. É bom lembrar que nem sempre as brigas por dinheiro em si, do mesmo modo que desinteresse sexual ou irritabilidade, que não parecem ser por questões econômicas, podem ser por isso afetados. Traição não é só sexual. Trair também é não contar a realidade financeira, é esconder quanto ganha, é gastar em demasia.

Conversar sobre finanças, botar no papel o que gastam, enfrentar a realidade é essencial . Problemas financeiros não podem ser postos sob o tapete ou vão gerar brigas e separações que aparentemente não são por dinheiro, mas na realidade são. Então, para enfrentar a crise, o importante é encarar a realidade, confiar no parceiro ou na parceira, planejar os gastos e traçar planos para conviver com as dificuldades.



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