Mudanças nos fragmentos florestais entre 2008 a 2014 em uma bacia hidrográfica pt. 2

Mudanças nos fragmentos florestais entre 2008 a 2014 em uma bacia hidrográfica pt. 2

As mudanças na cobertura da terra estão sendo avaliadas com o auxilio do Sistema de Informação Geográfica – SIG à partir de dados de Sensoriamento Remoto. Para a observação terrestre e obtenção destes dados, o mais efetivo encontrado até hoje são os dados obtidos por satélites o que possibilita o monitoramento dos fenômenos.

Os SIG utilizado no presente trabalho foram o ArcGis 10.1, Idrisi Selva, Quantum Gis e Global Mapper 13.1 que são  de fácil implementação e habilidade de ser readaptado, a fim de avaliar diversos tipos de dados espaciais.

Este artigo objetivou diagnosticar as mudanças na cobertura vegetal na bacia hidrográfica do ribeirão Buriti entre os anos de 2008 a 2014 utilizando imagens dos Satélites Landsat 5 e Landsat 8 utilizados para o processamento digital das imagens e a confecção dos mapas.

O estudo fundamentou-se no recorte de duas imagens orbitais do Landsat 5 coletadas junto ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para o período de 08 de julho de 2008 e do Landsat 8 adquirido junto ao site do Serviço Geológico dos Estados Unidos – USGS  ambas com 30 metros de resolução, para o período de 01 de agosto 2014 sendo esta última já georreferenciada. O georreferenciamento da imagem do Landsat 5 foi realizado no SIG ArcGis tendo como imagem de referência a do Landsat 8.

A bacia foi delimitada de forma automática no SIG Idrisi Selva a partir do Modelo Digital de Elevação – MDE do satélite ASTER adiquirido com a utilização do SIG Global Mapper.

Com o SIG ArcGis foi realizado a Composição R3G2B1 para a imagem de 2008 e a composição R6G5B4 para a imagem de 2014. Após a composição realizou pontos de amostragem para classes de Cobertura vegetal, culturas anuais, pastagem e silvicultura, posteriormente criando-se uma assinatura e a partir desta gerou-se a classificação das imagens posteriormente editadas foi selecionado apenas a classe de cobertura vegetal que é o objeto deste estudo. Posteriormente com a ferramentas operacionais de álgebra de imagens foi realizado o cruzamento dos mapas de 2008 e 2014, gerando assim os mapas de ganhos e perdas e ainda o de persistência da cobertura vegetal na bacia em estudo.

A figura 2 ilustra as áreas de ganhos e perdas de cobertura vegetal na bacia e ainda a persistência de ocupação, ou seja, as áreas que não houve mudanças ao longo do

período analisado.

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Figura 2. Ganhos e perdas(A) e Persistência(B) de Cobertura Vegetal na bacia do ribeirão Buriti.

Com relação as ganhos e perdas de área de cobertura vegetal na bacia houve ganhos  decobertura vegetal em aproximadamente  1830,0 hectares sendo estas se dado possivelmente por regeneração natural ao longo das APP e ainda ganhos por áreas de florestamento (silvicultura) em algumas propriedades. Já as perdas das áreas de cobertura vegetal foram de aproximadamente 2118,5 hectares sendo causado por desmatamentos de APP e RL e ainda por corte de florestas oriundas da silvicultura.

As áreas que se persistiram a cobertura vegetal no período analisado corresponderam à aproximadamente 5195,5 hectares sendo estas ocupadas principalmente por APP e RL instituídas nas propriedades.

Assim  ocorreram perdas de cobertura vegetal em aproximadamente 3,95% entre 2008 a 2014.

Persistiram-se 70,98% da cobertura vegetal entre 2008 e 2014.

Agradecemos a colaboração de todos os autores deste importantissimo trabalho,  Hygor Evangelista Siqueira1, Ana Claudia Chair de Sousa Dutra Cunha2, Vera Lúcia Abdala3, Renato Farias do Valle Junior4, Teresa Cristina Tarlé Pissarra5

Continuaremos nas proximas edições trazer alguns trabalhos de pesquisadores expecialistas nos temas que estamos abordando.

 

  1. Mestrando em Agronomia (Ciência do Solo) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Campus de Jaboticabal – SP. e-mail: hygorsiqueira@yahoo.com.br
  2. Pós-Graduanda em Saneamento Ambiental pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro – Campus Uberaba. e-mail: anaclaudia_engambiental@hotmail.com;
  3. Professora Doutora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro – Campus Uberaba. e-mail: vlabdala@iftm.edu.br
  4. Professor Doutor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro – Campus Uberaba. e-mail: renato@iftm.edu.br
  5. Professora Doutora da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Campus de Jaboticabal – SP. e-mail: teresap1204@gmail.com;


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