Desertificação já atinge uma área de 230 mil km² no Nordeste  V Parte

Desertificação já atinge uma área de 230 mil km² no Nordeste V Parte

Mapeamento feito por satélite feito pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites da Universidade Federal de Alagoas lança alerta para o fenômeno.

POR CLEIDE CARVALHO

09/07/2013 11:38 / ATUALIZADO 09/07/2013 11:49

Na Bahia, numa extensão de 300 mil km² no Sertão do São Francisco, os solos já não conseguem reter água. Na região de Rodelas, no Norte do estado, formou-se, a partir dos anos 80, o deserto de Surubabel.

Numa área de 4 km², ergueram-se dunas de até 5 metros de altura. Segundo pesquisadores, a área foi abandonada depois da criação da barragem da hidrelétrica de Itaparica, usada para o pastoreio indiscriminado de caprinos e, por fim, desmatada. O solo virou areia. O rio, que era estreito, ficou largo, e o grande espelho d’água deixou caminho livre para o vento.

Não existe dúvida de que o processo de degradação ambiental é grave e continua aumentando — desabafa Aldrin Martin Perez, coordenador de pesquisas do Insa. — A população aumentou, o consumo aumentou. Há consequências políticas, sociais e ambientais. Se falassem do problema de um banco, todos estariam unidos para salvá-lo. Como não é, não estão nem aí.

No Sul do Piauí, onde fica o núcleo de Gilbués, são 15 os municípios atingidos. Nos sete em situação mais grave, segundo dados do governo do estado, a desertificação atinge 45% do território de cada um.

Desejo uma boa leitura e reflexão a todos, continuaremos este assunto  na próxima edição.



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