AUSÊNCIA [MEMÓRIAS ANCORADAS]

AUSÊNCIA [MEMÓRIAS ANCORADAS]

O artista visual Rian Fontenele lança em São Paulo, dia 13 de março, às 19h30, no Itaú Cultural, o livro Ausência [Memórias Ancoradas]. A publicação é bilíngue e  tece o movimento de sua produção múltipla. Ao longo das 168 páginas, traz imagens de suas obras intercaladas com ensaios, poemetos e apresentação e entrevista da escritora e crítica de arte Bianca Dias. “O vazio é seu ponto de apoio, e é assim que a pluralidade do trabalho de Rian Fontenele é aqui compilada; trata-se de assinalar a trajetória de um campo de questões que ganha expressão e força em diferentes linguagens”, escreve Bianca Dias, que estabelece um diálogo franco e rico com o artista, oferecendo ao leitor um panorama da trajetória, do lastro e do processo criativo de sua obra, que transita entre o desenho, a gravura e o bordado até condensar em sua pintura. Para Bianca Dias, o percurso descontínuo por essas linguagens diversas “assinala a inquietação errante de um artista que parece saber que não se trata de alcançar um ponto programado ou um objeto final, mas que é no processo mesmo que se permite a abertura de um espaço autoral”. Na data do lançamento, haverá um bate-papo com Rian Fontenele,  a pesquisadora Bianca Dias e do fotógrafo Tiago Santana.

Outra parte fundamental do livro reúne quatro ensaios críticos sobre a obra do artista escritos por curadores e pesquisadores como Bitu Cassundé, Luiza Interlenghi, Silas de Paula e Weydson Barros Leal. Todas essas percepções são permeadas por desenhos, imagens de cadernos de estudo, obras em diversas linguagens e suportes e, sobretudo, referências literárias que marcam sua obra.

A obra de Rian Fontenele é marcada pela austeridade e pela sobriedade de elementos e pela presença de personagens dramatizados, os quais louvam o silêncio e a memória. “As figuras se encadeiam umas às outras, mergulhadas em uma bruma ou na paisagem, em contraluz dura, permanente noturno. Estão envoltas por uma geografia ou vegetação nunca reconhecidas, quase como se fossem colagens de um tempo e espaço indecifráveis, abstraindo-se do mais verossímil como fundo do qual acontecia alguma coisa”, diz o artista.

Sobre a oferta de corpos quase sempre nus, Rian afirma tratar-se de uma “nudez desconhecedora da vergonha, não sensualizada, mas potente. Desnuda, de toda máscara e véu, como se ali estivesse sem artifício algum, como se estivesse crua. Nem impura, sem sacra. A nudez ofertada como presença, em uma estética próxima da honestidade de suas paixões, contudo nunca idealizada ou em estado de volúpia. O corpo como resistência, memória e vontade. É exatamente assim que penso o corpo narrativo, vestido de si – de pele e pelo”.

Sobre o Artista

Nascido na cidade serrana de Ubajara (CE) em 1977, filho do também artista plástico Ivan Cunha, destaque cearense na escultura nos anos 70 e 80, Rian Fontenele é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC), mas interessou-se pelas artes desde muito cedo, experimentando múltiplas linguagens, como o desenho, a pintura a xilogravura e a gravura, entre outras. Iniciou sua formação com o desenho, tendo estudado desenho livre com Cecília Castellini em 1993 para então, em 1997, realizar estudos e experimentos com a xilogravura e impressão com Eduardo Eloy, ambos em Fortaleza (CE). Entre os anos 1996 e 1998, participou da Oficina de Gravura e Papel Artesanal no MAUC (Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará) com uma Bolsa de Extensão. Em Barcelona, Espanha, 1999, estudou gravura em Metal com Rojer Cara e desenho livre na Escola D´Art Da Vinci. Dedicando-se ao estudo da história da arte e da gravura japonesa, com foco nas estampas Ukiyo-e, em instituições como a Fundação Antoni Tápies e Fundação Joan Miró, ainda em Barcelona, na Espanha.

Dentre algumas de suas exposições, estão a Individual Hiatos, em Fortaleza (2005). Essa mostra foi fruto do prêmio de melhor desenho da XIII Unifor Plástica. Em 2009, recebe o prêmio de melhor pintura pela Bienal. Em 2014 participa do Circuito Caixa Cultural (Fortaleza e Recife com a exposição de pintura A Restauração de uma Ausência, nome título da série que compreende pinturas de 2011 a 2016. Suas obras estão representadas em coleções públicas e privadas, como aquelas que compõem os acervos MAUC (Museu da universidade Federal do Ceará), IBEU (CE), Centro Cultural do Banco do Nordeste – CCBNB, MAC – Dragão do Mar, Fundação Ayrton Queiroz e Instituto Hilda Hilst.

Entre algumas das exposições:

Que Seja Breve – Centro Cultural Banco do Nordeste CCBNB (2005);

XIII Unifor Plástica – Prêmio de Melhor Desenho – (2005);

Aproximações – Galeria Nagy Lagos – MHAM (2007);
A leveza da sombra – Galeria Rabieh, São Paulo (2011)

A cor do silêncio Além do branco – MFAC, Fortaleza (2012);

64 Salão de Abril – Sobrado José Lourenço, Fortaleza (2013);

Instalação painel cerâmico Suíte Flecheiras – Terminal Marítimo Mucuripe (2014);
A Restauração de uma Ausência – Caixa Cultural, Recife (2014)

Antônio em Pinhel – Sala Vieria da Silva – Lisboa – Portugal (2014);

Matilha Cultural – São Paulo (2015);

Unifor Plástica – Fundação Ayrton Queiroz, Fortaleza (2015);

MAC Dragão do Mar, exposição Doações Recentes 2015-2016, Fortaleza (2016);

67 Salão de Abril – MAC Dragão do Mar, Fortaleza (2016).

Detalhes do Livro:
Edição de autor

Encadernação em brochura e contracapa
Dimensão: 30cm x 23cm
Total páginas: 168
Valor: R$ 90,00

Lançamento de [Memórias Ancoradas], com bate-papo entre Rian Fontenele, Bianca Dias e Tiago Santana

Crédito Imagem: Lia de Paula

Serviço:

13 de março, terça-feira às 19h30, no Itaú Cultural

Sala Vermelha, 3º andar (70 lugares)

Avenida Paulista, 149 – Bela Vista – São Paulo – SP



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