A DRACMA PERDIDA

A DRACMA PERDIDA

“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma dracma, não acende a candeia, e não varre a casa, buscando com diligência até encontrá-la? E achando-a, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu havia perdido.” (Lucas 15:8,9) ​

Você já perdeu algo de muito valor em algum momento de sua vida? Quais foram os seus sentimentos quando isso aconteceu?

Perder, na maioria das vezes não é bom. Embora, é certo que existem perdas que acabam sendo benéficas. Neste caso, grandes lições poderão ser aprendidas com algumas perdas emblemáticas.

No caso da mulher citada na parábola, era um costume tradicional e também, cultural, usar uma espécie de colar na cabeça, composto por dez moedas de prata, sendo que a maior delas ficava sobre a testa. As dracmas que compunham o colar envolto da cabeça da mulher significavam as várias virtudes que ela possuía. De certa forma, a honra da mulher dependia desse colar estar intacto. Por isso houve tanto desespero por parte dessa mulher quando, de repente, perde uma das dracmas à noite dentro de sua própria casa.

A dracma era uma moeda grega de prata. Ela valia um denário Romano, o equivalente a um dia inteiro de trabalho. Se ela as tinha sobre sua cabeça, é porque fez por merecê-las.

No entanto, a pobre mulher não podia esconder-se de um fato terrível: Ela havia perdido sua dracma. Ela era a única culpada desse trágico incidente. Na menor das hipóteses, houve um descuido de sua parte.

Fico imaginando o sentimento de culpa que encheu o coração dessa mulher. Não faltariam pessoas para acusá-la, caso não encontrasse sua dracma.

A culpa por si só é um sentimento hostil que, inevitavelmente, leva a outros sentimentos que pesam sobre o coração. Eles abatem o semblante e lançam as pessoas para prisões emocionais.

Se, por um lado, havia uma culpa por ter perdido algo de muito valor, por outro lado, ela não ficou chorando a perda e desistindo da vida. Ele decidiu procurar até encontrar o que havia perdido. O desejo por encontrar foi maior do que o sentimento de culpa.

Infelizmente, há uma multidão que simplesmente desistiu de seus tesouros e está morrendo por causa da hemorragia da desistência.

A mulher da parábola foi sábia e acendeu a candeia. A luz entrou naquela casa revelando também o lixo que escondia sua dracma perdida.

Quando somos inundados pela luz do amor de Deus, aquilo que realmente somos, aparece. Isso pode nos dar um susto, já que é comum ao ser humano não enxergar a verdade a respeito de si mesmo.

A mulher resolveu varrer a casa, promovendo uma grande faxina interna na expectativa de encontrar sua dracma perdida.

Às vezes precisamos parar tudo para fazer uma faxina na alma. Os entulhos de nosso interior escondem os tesouros que estão lá e que, muitas vezes, nem nós mesmos nos damos conta do quão ricos e virtuosos somos.

 

 



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