A BREVIDADE DA VIDA

Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um CONTO LIGEIRO.” (Salmos 90:9)

 

As reflexões que faço nessa matéria, em sua grande parte, nasceram quando eu estava no velório do pai de um dos meus filhos do coração.

Já na madrugada recebi uma ligação, cuja voz estava sem o brilho habitual, e, ao mesmo tempo, profundamente pausada.

A voz abatida me comunicava a morte de seu pai. Tudo o que eu pude fazer naquele momento, foi ouvi-lo com atenção e compaixão. Na verdade, pouco se pode dizer nessas horas.

Assim que terminamos nossa conversa, levantei-me da cama, tomei um banho e fui ao seu encontro. Eu sabia que precisava estar lá.

Quando me aproximava, percebi várias pessoas da família juntas. O choro rasgava o silencio da madrugada fria. Logo, uma das filhas quando me viu aproximar, veio rapidamente ao meu encontro. Ela me abraçou forte e seu choro me cortava por dentro.

As lágrimas não podiam ser contidas, já que a perda tratava-se de alguém muito amado e especial, que jamais mediu esforços para com cada um de seus familiares.

A esposa foi àquela mulher que cuidou dele com excelência. Abriu mão de si mesma muitas vezes. Ninguém teria feito melhor.

Ainda durante o velório, observei gente que chorava isoladamente. Sentiam as ferroadas agudas da perda, mas não queriam chamar a atenção. Outros ficavam com o olhar distante, talvez pensando nos melhores momentos que puderam ser vividos com aquele que agora, simplesmente, descansava, enquanto aguarda pela eternidade. E há aqueles que explodem em prantos como uma represa que é aberta abruptamente.

Seja como for, dificilmente alguém conseguiria estar absolutamente preparado para perder alguém que se ama muito.

Dentro daquelas quatro paredes pálidas, ouvindo um choro aqui e ali, vendo as expressões abatidas e inconformadas, logo fui levado a reforçar a mim mesmo, a importância de se fazer sempre o meu melhor, sobretudo, por aqueles que estão à minha volta enquanto com eles caminho.

Penso que o único que realmente pode nos consolar nesses momentos, é o amor infalível do nosso Pai celestial. É a ele que eu me apego, quando sou atropelado pelos infortúnios da vida.

Aprendamos em vida que a morte faz parte do cenário de nossas histórias.

Vivamos honestamente. Perdoemos a todos o quanto antes. Amemos com exageros. Aproveitemos cada momento bom como se fosse o último.



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